Tesouro projeta pico de despesas com precatórios fora da meta em 2028

Daqui a dois anos, valor deve alcançar R$ 98,7 bilhões; já para este ano, a pasta estima R$ 57,8 bilhões em sentenças judiciais excepcionalizadas da meta de resultado primário

Tesouro Nacional projeta que o ápice das despesas com precatórios fora da meta fiscal ocorrerá em 2028, quando alcançará R$ 98,7 bilhões. Para este ano, a pasta comandada por Rogério Ceron estima R$ 57,8 bilhões em sentenças judiciais excepcionalizadas da meta de resultado primário.

A partir de 2029, o Tesouro Nacional prevê uma trajetória de queda no pagamento de precatórios fora da meta fiscal, que devem zerar em 2036. As estimativas fazem parte da 7ª Edição do Relatório de Projeções Fiscais do Tesouro, publicado na segunda-feira (12).

Veja a trajetória da Projeção das despesas com sentenças judiciais excepcionalizadas da meta de resultado primário:

  • 2026: R$ 57,8 bilhões;
  • 2027: R$ 96,1 bilhões;
  • 2028: R$ 98,7 bilhões;
  • 2029: R$ 91,3 bilhões;
  • 2030: R$ 85,1 bilhões;
  • 2031: R$ 77,1 bilhões;
  • 2032: R$ 67,1 bilhões;
  • 2033: R$ 54,8 bilhões;
  • 2034: R$ 38,7 bilhões;
  • 2035: R$ 21,6 bilhões.

Os precatórios são dívidas judicialmente reconhecidas da União. A partir de 2027, as despesas com precatórios passarão a ser gradualmente incorporadas na apuração da meta, de forma cumulativa, em percentual adicional mínimo de 10% em relação ao montante considerado no ano anterior.

De acordo com o Tesouro, a retirada das despesas com sentenças judiciais dos limites da meta fiscal contribuiu para elevar as projeções da dívida bruta do país, que pode alcançar 95,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2035.

FONTE: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/tesouro-projeta-pico-de-despesas-com-precatorios-fora-da-meta-em-2028/

FONTE DA IMAGEM: http://José Cruz/Agência Brasil