Mercados (10/04/2017)

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Mercados (10/04/2017)

Imagem da notícia Mercados (10/04/2017)
  • Os juros futuros registraram queda na 6ª-feira, apesar da alta das taxas longas nos EUA e das notícias internas desfavoráveis às contas públicas;
  • O dólar apresentou alta de 0,10% no dia, fechando a semana a R$ 3,15 (0,78%). O Ibovespa recuperou-se 0,58% na 6ª-feira;
  • Na semana, destaque para a reunião do Copom na 4ª-feira e vários indicadores do nível de atividade.

 

Resumo – Os juros futuros registraram queda na 6ª-feira. Aindicação do DI Janeiro 2018 recuou 0,05 p.p. (para 9,76% a.a.) e a indicação do DI Janeiro 2021 recuou 0,08 p.p. (para 9,92% a.a.). O resultado muito abaixo do esperado do emprego nos Estados Unidos em março (98 mil novas vagas de trabalho contra 180 mil do consenso das expectativas do mercado) trouxe alívio para o mercado de renda fixa, que temia novas sinalizações conservadoras do Federal Reserve quanto ao futuro da política monetária. Já a alta de 0,25% do IPCA em março veio em linha com o esperado. Predominou a visão de que o Banco Central do Brasil deverá ter espaço para conduzir um ciclo intenso de redução dos juros. Esperamos queda de 1,0 p.p. da taxa Selic nesta 4ª-feira, em linha com o consenso do mercado.

O dólar apresentou alta de 0,10% no dia, fechando a semana a R$ 3,15 (0,78%). O debate em torno das possibilidades de aprovação da Reforma da Previdência e o anúncio de ajuste na meta fiscal de 2018 seguiram pressionando o mercado de câmbio. Contudo, a surpresa com o dado mais fraco de emprego nos EUA atenuou o movimento de alta do dólar. Os problemas geopolíticos envolvendo Síria e EUA tiveram efeito secundário sobre o mercado cambial. 

O Ibovespa recuperou-se 0,58%, apesar da forte queda do minério de ferro (6,8%) e das notícias desfavoráveis no campo fiscal nacional. O mercado reagiu à alta do petróleo, relacionada aos conflitos geopolíticos.

Por dentro do cenário – O IPCA mostrou alta de 0,25% em março contra 0,33% em fevereiro. O resultado veio em linha com as projeções. Em 12 meses, a inflação desacelerou para 4,6% de 4,8% anteriormente. As medidas de núcleo associadas à atividade econômica seguiram surpreendendo para baixo. Esperamos nova desaceleração da inflação em abril.