Mercados (04/04/2017)

04
Abril / 2017

Mercados (04/04/2017)

Imagem da notícia Mercados (04/04/2017)
  • Os juros futuros começaram o mês de abril em queda, assim como o dólar, cotado a R$ 3,11 (-0,24%);
  • O Ibovespa recuperou-se 0,35% na 2ª-feira, aos 65.211 pontos;
  • Na agenda econômica da 3ª-feira, destaque no Brasil para a divulgação da produção industrial. Nos EUA, destaque para as encomendas de bens duráveis.

 

Resumo – O dólar caiu 0,24% na 2ª-feira ante o real e terminou o dia cotado a R$ 3,11. A moeda americana recuou em âmbito global. Alguns dados da indústria americana em março vieram abaixo das previsões dos analistas e indicando desaquecimento da atividade do setor.

O juros futuros operaram em queda. As indicações do DI Janeiro 2018 e 2021 recuaram 0,05 p.p., até 9,8% ao ano. Houve a influência da queda dos juros longos nos EUA e a Pesquisa Focus trouxe novas reduções das projeções do mercado para a inflação ao consumidor. De acordo com a coleta do Banco Central do Brasil, a mediana das projeções do mercado para o IPCA em 2017 caiu de 4,12% para 4,10%; para 2018 manteve-se em 4,5%; para 2019 passou de 4,30% para 4,28%; e para 2020 saiu de 4,30% para 4,25%.

O Ibovespa recuperou-se 0,35%. O mercado brasileiro chegou a acompanhar a queda das principais Bolsas internacionais sob a apreensão com o noticiário russo. Os papéis do setor financeiro e petróleo acabaram ditando uma recuperação.

Por dentro do cenário – A balança comercial registrou superávit de US$ 7,1 bilhões no mês de março e superou o consenso das expectativas do mercado (US$ 6,9 bi). Com o nosso ajuste sazonal e descontando as vendas atípicas, como das plataformas de petróleo, as exportações caíram 7,4% sobre fevereiro e as importações 3,6%. Na abertura das exportações, destaque para a queda dos produtos básicos (-12,8%), mas o nível das vendas seguiu elevado sob a influência dos preços dos grãos e da safra, efeito que deve continuar nos próximos meses. Já as exportações de manufaturados mostraram melhora, com a reversão da produção destinada ao mercado interno para o externo, como no caso dos veículos. Na abertura das importações, houve queda em bens intermediários e bens de consumo. Já as exportações de bens de capital ficaram relativamente estáveis no mês. A tendência continua sendo de uma recuperação gradual nas importações. Em geral, a divulgação é compatível com nosso cenário de balança comercial forte em 2017 puxada sobretudo pelas exportações de commodities, que devem ter resultado suficiente para compensar a alta gradual nas importações.