Mercados (03/04/2017)

03
Abril / 2017

Mercados (03/04/2017)

Imagem da notícia Mercados (03/04/2017)
  • O dólar caiu 0,91% na 6ª-feira e terminou o mês de março cotado a R$ 3,12. Os juros futuros ficaram praticamente estáveis no dia;
  • O Ibovespa caiu 0,43% (-2,52% no mês);

 

  • Na semana, no Brasil, destaque para as divulgações da produção industrial (3ª) e do IPCA de março (6ª). No exterior, destaque para os dados de emprego nos EUA (6ª).

Resumo –Após a finalização da rolagem dos vencimentos de swap cambial, o dólar apresentou queda na 6ª-feira (-0,91%) e terminou o mês de março cotado a R$ 3,12. No dia, a queda dos juros longos nos EUA favoreceu a maioria das moedas emergentes ante o dólar.

Os juros futuros ficaram praticamente estáveis no dia. A divulgação do Relatório Trimestral de Inflação pelo Banco Central do Brasil foi o principal evento para o mercado de renda fixa na semana, além da divulgação dos detalhes do contingenciamento do orçamento. O mercado assimilou a expressão “intensificação moderada do ritmo de flexibilização” como uma sinalização de que o Copom não deverá acelerar o ritmo de queda da taxa Selic em abril e maio para além do ritmo mensal de 1,0 p.p. Os dados de atividade econômica divulgados na 6ª-feira influenciaram moderadamente o mercado.

O Ibovespa voltou a cair na 6ª-feira (-0,43%), mas conseguiu acumular alta de 1,77% na semana, apesar da forte queda do minério ferro.

Por dentro do cenário – A taxa de desemprego medida pela PNAD contínua passou de 12,6% em janeiro para 13,2% em fevereiro. Com ajuste sazonal, ocorreu um aumento de 12,9% para 13,1%. Acreditamos que a taxa atingirá seu maior nível em torno de 13,5% no segundo trimestre. A alta do desemprego no mês foi puxada por uma leve queda da taxa de ocupação (0,2% com ajuste sazonal). A população economicamente ativa, que vinha apresentando fortes altas consecutivas entre outubro e janeiro, ficou estável no mês. Os salários reais tiveram boa alta no mês (0,4% com ajuste sazonal), e seguem sua tendência de recuperação de curto prazo. Os salários reais tem tido grande alívio também por conta da queda na inflação. A massa salarial também subiu.